Modalidades de entretenimento que estão ganhando espaço entre brasileiros

Entretenimento
por: Assessoria de Imprensa
Data: 20/02/2019 | 10:06

Um dos maiores consumidores de conteúdo multiplataforma do mundo, o mercado brasileiro de entretenimento e mídia está em ascensão e seu crescimento anual está acima da média global, que é de 4,2%. Essas informações são da 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017/2021, organizada pela PricewaterhouseCoopers (PwC).

Segundo a PwC, o mercado de games no Brasil, que reúne os jogos online, aplicativos e outras plataformas semelhantes, deverá movimentar US$ 1,441 bilhão em 2021. Para efeito de comparação, em 2016, esse setor movimentou cerca de US$ 670 milhões no país.

De acordo com Carlos Giusti, sócio da PwC, a indústria publicitária segue essa evolução do mercado de games: 'Embora o game seja uma mídia de nicho, ela vai aumentando sua relevância (no mercado) à medida que mais pessoas se tornam adeptas.'

A projeção do crescimento do entretenimento eletrônico está estritamente ligada ao mercado de e-sports e do poker online. Ambos reconhecidos como esporte na atual década e eles têm ganhado uma legião de fãs e praticantes em todo o Brasil.

e-Sports

Terceiro maior público cativo do mundo, entre profissionais e amadores, já são mais de 70 milhões de pessoas envolvidas diretamente com esportes eletrônicos no Brasil ? do celular ao videogame.

'Do ponto de vista econômico o e-Sport, pela exposição, pode ser autossustentável por um longo tempo. Tem público, atletas são influenciadores digitais, as pessoas vivem disso. Por que vai dar errado? A gente tem uma vida longa pela frente e estão todos apostando nisso', comenta Roberto Fabri, diretor de marketing da Game XP.

Nos Jogos Asiáticos do ano passado, na Indonésia, aconteceu um fato marcante para os esportes eletrônicos. Seis torneios de e-Sports foram incluídos como demonstração no evento, com os seguintes jogos: Arena of Valor, League of Legends, Hearthstone, Clash Royale, Starcraft II e Pro Evolution Soccer.

Poker

Reconhecido como esporte pela Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA), o poker já é praticado por mais de oito milhões de brasileiros ? de acordo com a Confederação Brasileira de Texas Hold"'em (CBTH). Com a facilidade que a internet possibilita e com aparelhos eletrônicos cada vez mais modernos, o número de praticantes não para de aumentar.

Sendo assim, no cenário atual do poker brasileiro e mundial é comum ver profissionais do esporte da mente, que têm outras profissões fora das mesas, se destacarem em torneios de alto nível mundo afora. Isso porque o poker online permite que os competidores treinem diariamente, dentro de suas respectivas disponibilidades e a qualquer hora do dia.

O exemplo mais recente vem de fora do país. O espanhol Ramon Colillas venceu um dos maiores torneios de poker do mundo, o PokerStars Players Championship (PSPC). Disputado nas Bahamas, o evento aconteceu em janeiro deste ano e atraiu grande competidores de todos os cantos do planeta.

Colillas é personal-trainer e proprietário de uma academia em uma pequena cidade da Espanha. Auto-didata no poker, ele teve sua base técnica e estratégica formada nos feltros online. Para vencer o PSPC, o espanhol encarou o maior desafio da sua vida no esporte com muita competência e superou mais de 1.000 de competidores para sair com o título do país caribenho.

Se vivesse em outra geração, como há 30 anos, por exemplo, talvez o espanhol não tivesse conquistado um título tão importante. Sem a internet e aparelhos móveis eletrônicos, não seria possível ele manter a sua forma para competir em alto nível nesse esporte e ainda trabalhar em outra área simultaneamente.

Colillias mora na pequena Puig-reig. Com apenas 4.000 habitantes, a cidade espanhola oferece uma qualidade de internet que possibilita utilizar recursos via streaming sem problemas com conexão. Infelizmente, isso não acontece em muitos municípios brasileiros.

Segundo uma pesquisa da Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, mais de um terço dos domicílios brasileiros não tem acesso à internet. Isso mostra que o Brasil, mesmo entre os maiores consumidores de entretenimento e mídia a nível mundial, ainda tem muito a crescer e evoluir nesse setor.