Meu Natal da Sorte

Da edição
por: Régis Fabris
Data: 20/12/2018 | 13:46

Natal da Sorte Na Pillha!

Gratidão. Essa é a palavra que descreve o sentimento após a campanha 'Meu Natal da Sorte'. Mais de 300 cartinhas chegaram para a equipe do Na Pilha!, com histórias e pedidos de crianças e adolescentes da cidade e interior de Venâncio Aires.

Relatos que mostram o quanto o nosso pequeno gesto pode deixar o Natal do próximo mais especial e feliz. O maior desejo é que esses presentes cheguem e renovem a esperança de cada um que teve o pedido atendido.
Que nossos votos de fé, paz, amor e saúde abracem as famílias e façam todas ter um Natal ainda mais vivo. E você, já fez sua boa ação nesse Natal?

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Ajudantes do Papai Noel

Quando lançamos a campanha 'Meu Natal da Sorte', no mês passado, não imaginávamos que tantos pedidos chegariam ao Na Pilha! - foram mais de 300 cartinhas. Três meninas venceram a promoção e tiveram seus pedidos atendidos.

A cartinha colorida e caprichada de Fabiane Inês Kramer, de 9 anos, levou os ajudantes do Papai Noel para Linha Cipó, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Osvaldo Cruz, para a entrega de uma mochila e material escolar. Moradora de Linha Cachoeira Baixa, ela não conseguiu conter a emoção ao receber o presente. 'Estou muito feliz. Estava acreditando que seria escolhida', disse.

Foto: Divulgação / Na Pilha!Fabiane, de Linha Cachoeira Baixa, se emocionou ao receber material escolar para o próximo ano
Fabiane, de Linha Cachoeira Baixa, se emocionou ao receber material escolar para o próximo ano

Quem também teve seu 'Natal da sorte' foi Maria Clara Przysiesny, 9 anos. Moradora do bairro Diettrich e aluna da Emef Benno Breunig, ela surpreendeu no pedido: queria um vestido e uma rosa branca para simbolizar tudo o que já viveu.

Foto: Divulgação / Na Pilha!Maria Clara realizou o sonho ao receber um vestido e uma rosa branca
Maria Clara realizou o sonho ao receber um vestido e uma rosa branca

Vitória Seidel, 15 anos, da Emef Otto Gustavo Daniel Brands, também venceu a promoção, após pedir material escolar como forma de ajudar a família, já que os gastos com a alimentação da irmã, que tem intolerância à lactose, são mais elevados.  

Foto: Divulgação / Na Pilha!Estudante da Emef Otto Brands, Vitória vibrou com material escolar
Estudante da Emef Otto Brands, Vitória vibrou com material escolar

'O que realmente queria do Papai Noel era um emprego de Jovem Aprendiz. Já estou na lista de espera há mais de um ano. Mas, como sei que ganhar um emprego não é possível, queria que o Papai Noel me desse material escolar para o ano que vem',  escreveu ela.

Foto: Divulgação / Na Pilha! Fabiane com 'os ajudantes do Papai Noel' na entrega do presente
Fabiane com 'os ajudantes do Papai Noel' na entrega do presente

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Corrente do bem

Além das cartinhas adotadas pelo Na Pilha!, outras foram atendidas por funcionários da Folha do Mate, colaboradores da Exata Contabilidade, loja Katucha e voluntários da comunidade. A maioria desses 'ajudantes do Bom Velhinho' fez seu trabalho de forma anônima.

Esse agradecimento é para vocês, que doaram alguns minutos do dia para ler as cartinhas e escolher aquela que tocasse seu coração. Sem os parceiros e voluntários, a adoção de mais de 60 cartinhas não teria sido possível. 

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Fala aí, psicóloga! 

O espírito de solidariedade está presente nas pessoas, porém, nesta época do ano ele desperta com mais intensidade. A psicóloga Letícia Nedwed explica que, com a proximidade do Natal, é comum observar nas pessoas transformações comportamentais que, muitas vezes, contribuem para que sentimentos de solidariedade se manifestem.

Foto: Divulgação / Na Pilha!Psicóloga Letícia Nedwed
Psicóloga Letícia Nedwed

Segundo a profissional, muitos gestos podem expressar esses sentimentos. 'Adotando uma cartinha, realizando um sonho de outra pessoa, fazendo trabalho voluntário, enfim, o que realmente importa é o significado que damos a estas atitudes positivas e o que elas trarão de reflexões e aprendizado para nossas vidas.'

Letícia ressalta que estes gestos solidários deveriam se estender para o ano todo e que o balanço sobre as atitudes e empatia com o próximo pudessem estar sempre presentes na vida. 'Muitas vezes, os seres humanos acabam passando por situações ou experiências que afastam um pouco estes sentimentos solidários, em algumas fases de suas vidas, por isso, a importância de sempre refletirmos sobre nosso papel e nossas responsabilidades junto ao próximo e a nós mesmos', enfatiza a profissional.

Além do espírito de solidariedade característica do fim de ano, as pessoas ficam mais emotivas, felizes e otimistas neste período.

 

'É uma ocasião em que a maioria das pessoas se reúne com quem ama trazendo mais afetividade para aquele momento', observa Letícia.

De acordo com a psicóloga, essa interação entre as pessoas juntamente com o final de um ano inteiro mexe com o inconsciente coletivo, o que proporciona reflexões e balanços do que passou como perdas, conquistas, aprendizados, frustrações e do que está por vir futuramente.

E você, já fez sua boa ação e o seu balanço de 2018?


Fisk