Internacionalize-se: histórias e dicas para quem quer ser um cidadão do mundo

Da edição
por: Régis Fabris
Data: 27/06/2017 | 08:45

"Ser cosmopolita", um "cidadão do mundo" e ter "visão global" (mesmo quando a atuação é local). Você já ouviu estas expressões? E mais ainda: tem as colocado no seu dia a dia?

Nesta edição do Na Pilha! - que vem de uma sequência de pautas sobre o Dia do Turista e a International Week da Unisc - a ideia é mostrar caminhos para estar mais inserido em um contexto de mundo, enxergando as oportunidades, aprendizados e experiências que podem surgir disso.

Conheça histórias inspiradoras de quem decidiu fazer do mundo o seu lar, ou ao menos, tem dado passos para aprender mais, e iniciar novas conexões.

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Ele é filho do mundo

Com 17 anos ele saiu de casa em busca de novas oportunidades, e com a vontade de explorar o mundo. Nascido na Índia, Royston D'Souza, 41 anos, mora há seis no Brasil, e antes de chegar na Capital do Chimarrão, já teve a oportuniadade de conhecer mais de duzentos (!) países.

Ele conta que durante 18 anos trabalhou em uma companhia marítima de cruzeiros. Foi quando teve a oportunidade de viajar e conhecer inúmeros lugares pelo mundo todo. Países como Canadá, Alasca, Ilhas do Caribe, Austrália e Ásia, são alguns dos muitos que já conheceu.

Além dos que visitou, Roy já morou nos Estados Unidos, Noruega, Singapura e Dubai, neste último, quando trabalhou em um hotel durante alguns anos, e em Israel, país de origem de sua mãe.

Como um homem do mundo, é natural que durante esse tempo aprendesse a se comunicar de acordo com o local em que estava. Além do inglês, que fala desde muito pequeno (apesar de a Índia contar com mais de vinte dialetos), o hebraico também é uma língua que domina, pois em Israel moram alguns de seus familiares, e também foi onde prestou o serviço militar quando adolescente.

Royston também é chef de cozinha formado. Gosta muito de cozinhar, e criar pratos com comidas chinesas, árabes, indianas e mexicanas, é uma de suas especialidades. Quando o assunto é o Brasil, Roy diz que tem um carinho muito grande por Minas Gerais, pela cultura, as cores alegres, e principalmente, pela gastronomia do local, mais apimentada, trazendo boas lembranças do seu país de origem. Ele confessa, aliás, que até consegue se sentir em casa quando está por lá.

Sua vinda para o Brasil se deu através de sua esposa, Lisiane Pretto D' Souza, natural de Porto Alegre, mas com grande parte da família moradora de Venâncio Aires. Ainda grávida do primeiro filho do casal, não se adaptou ao clima da Índia, o que motivou o retorno ao Brasil.

Antes de chegar em Venâncio, o casal morou na cidade de Gravataí. Lá, Roy chegou a ministrar aulas de inglês para crianças carentes, já que acredita que o idioma é essencial na vida de qualquer pessoa.

Mesmo morando há algum tempo no Brasil, Roy continua um cidadão do mundo. Está sempre antenado nas notícias, especialmente por meio de canais de televisão que tem o hábito de assitir, como BBC, CNN, History Channel e Discovery Channel. E ele ainda brinca dizendo que aprendeu a ver jogo de futebol: 'Se tu não gosta de futebol, não é brasileiro'.

Com a vida estabilizada em Venâncio, mas com o olhar voltado para o mundo, Royston hoje é gestor em uma escola de idiomas, e diz que, na sua opinião, a vida tem que ser cheia de estilo. 'Não é que a vida tenha de ser longa, mas sim, interessante'.

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Segundo idioma

Giovana Horn, 16 anos, acredita que aprender a língua inglesa é de extrema importância, e por isso, há dois anos, ela cursa aulas desse idioma. 'A importância do inglês se dá por ser uma das línguas mais influentes do mundo. Falando inglês podemos nos comunicar, sem muitas dificuldades, com pessoas de praticamente qualquer cultura e idioma, além de ser uma língua de fácil compreensão', comenta.

Nas horas em que não está no curso, Giovana aproveita para treinar conversação com a irmã, Gabriela Horn, que também se dedica aos estudos do idioma. A jovem destaca, ainda, que prefere assistir filmes e séries em inglês, para assim expandir seu vocabulário e ter contato com outros dialetos e sotaques.

Já com viagem marcada para as próximas férias de inverno, a jovem conta, empolgada, que irá para a Alemanha. Este destino foi escolhido por ser um sonho tanto dela, quanto de seus pais, Antonio e Márcia.

Essa será a segunda viagem para o exterior de Giovana, que diz esperar aprender muito sobre a cultura do local, e vivenciar experiências únicas, além de ser uma ótima oportunidade para treinar seu inglês.

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Dica do Na Pilha!: 5 aplicativos que te ajudam com o inglês

Para aqueles que tem o dia a dia corrido e não conseguem dedicar muito tempo ao idioma, os aplicativos têm sido uma ótima opção. Essa é uma ferramenta para auxiliar no aprendizado, e que pode agregar bastante aos estudos. Confira as dicas:

1. Duolingo:

Focado em vocabulário, escrita e compreensão oral, o app apresenta um conjunto de lições separadas por temas do dia a dia, como roupas, animais, comidas, entre outros.

2. Hello English:

Ao criar uma conta no aplicativo, o usuário pode definir qual o objetivo ao aprender inglês: um emprego melhor, exames competitivos, viagem ao exterior, ensinar, entre outros.

3. Lingualeo:

É possível assistir a vídeos de fontes como TED Talks, fazer curso de gramática, conferir vocabulários agrupados por temas, fazer treinos de nível difícil e criar um dicionário pessoal.

4. Upmind: 

Focado em memorização de palavras, o app ajuda o usuário a melhorar o seu vocabulário com a ajuda de GIFs, games e até cenas de filmes famosos.

5. LearnEnglish: 

É um app indicado para quem já tem bom nível de inglês e deseja treinar a compreensão oral (listening), especialmente para testes de nivelamento.

Agora é só escolher o que melhor se encaixa com o seu nível e treinar a língua estrangeira. Good luck! :)

 

 


Fisk