Fala aê, Psicóloga: a Adriana Oswald falou um pouco sobre a pressão na escolha da primeira profissão

Da edição
por: Régis Fabris
Data: 07/11/2017 | 15:21

A Psicóloga Adriana Oswald explica que uma das grandes dificuldades dos jovens diante da escolha profissional está no fato da grande diversidade de opções e possibilidades disponíveis, e também em uma grande necessidade de atingir expectativas não muito claras sobre sucesso profissional, retorno financeiro e felicidade. Abaixo, você acompanha as principais ideias da profissional:

Foto: Divulgação / Tudo & Todas'Nossas escolhas não são um fim de fato, e sim um caminho, no qual estaremos sempre fazendo escolhas baseadas na situação que se apresenta na nossa vida no momento, e também naquilo que buscamos e queremos.'
'Nossas escolhas não são um fim de fato, e sim um caminho, no qual estaremos sempre fazendo escolhas baseadas na situação que se apresenta na nossa vida no momento, e também naquilo que buscamos e queremos.'

A pressão por fazer a escolha certa

Podermos realizar a definição profissional baseada no pressuposto de que nenhuma escolha na vida é definitiva, muito menos uma profissão, pode acabar gerando um certo alívio e uma diminuição diante da pressão. Acho importante pensarmos que nossas escolhas não são um fim de fato, e sim um caminho, no qual estaremos sempre fazendo escolhas baseadas na situação que se apresenta na nossa vida no momento, e também naquilo que buscamos e queremos.

Acredito que não existem escolhas erradas, e sim escolhas motivadas por algo naquele momento. Nossas motivações e interesses podem ir mudando conforme entramos em contato com novas experiências e aprendizados, e por isso considero importante estar em contato consigo e ciente dessas alterações para um caminho mais leve e feliz.

Como se preparar

Penso que a questão mais importante dentro dessa perspectiva é fazer escolhas que estejam alinhadas com a gente, com o que queremos, pensamos e buscamos para nossa vida. A preparação para a vida acontece o tempo todo, seja ela no aspecto pessoal ou profissional. Nossa capacidade de lidar com os fatos que se apresentam diante de nós, bem como a capacidade de tolerar frustrações e se reeguer diante das dificuldades, são recursos importantes para manter nossa saúde mental e seguir em frente.

Acho interessante trabalharmos com uma perspectiva de que o trabalho é algo bom na vida da gente e que pode ser prazeroso. Tudo depende da forma como organizamos esse trabalho e que formato damos a ele. Ainda vivemos muito presos a formatos que não condizem mais com o estilo de vida e propósito das pessoas. É ilusório pensarmos que uma condição idealizada de algo, como por exemplo a aposentadoria, possa nos oferecer uma condição mais feliz, quando na verdade tudo que temos é o aqui e o agora.

Novo conceito sobre aposentaria

Acho que a minha geração, na casa do trinta, já percebe as coisas diferentes. Na minha própria experiência de vida acompanhei o processo de aposentadoria do meu pai e minha mãe e hoje percebo que eles não eram menos felizes quando trabalhavam. Talvez a gente encare a aposentadoria como uma diminuição no ritmo de trabalho, com mais tempo livre para lazer, amigos e família.

A nova geração talvez faça uma releitura disso e consiga evoluir essa nossa concepção para o momento atual, trazendo a ideia de que a felicidade está no caminho e que o trabalho pode estar incluso nesse processo como fonte de satisfação também.

Habilidades que devem ser desenvolvidas

Penso que tolerância à frustração, capacidade de se reinventar diante de padrões já ultrapassados e capacidade para manter boas relações com as pessoas são algumas das habilidades que todos nós precisamos ter para se aventurar no mundo profissional.