Double Take: Orphan Black & Misfits

No Controle
por: João Pedro Filippe
Data: 12/04/2016 | 15:00

Se você está procurando por algum seriado para assistir no próximo final de semana chuvoso, veio ao lugar certo. Se não está procurando, também veio. Tem recomendações pra todo mundo, até pra quem não pediu, e dessa vez são dois dramas sinistros enraizados em ficção científica que tomam o holofote.

- Se você gosta de dramas que mudam o status quo a cada episódio e clonagem:

Orphan Black já começa atropelando o pouco que você pensa saber sobre o seriado nos primeiros minutos. Deixe-me explicar melhor: 

Sarah Manning é uma garota qualquer chegando de viagem em Nova York, quando encontra uma mulher idêntica a ela perto dos trilhos. Com um piscar de olhos, a mulher comete suicídio se atirando na frente de um trem e Sarah corre atrás dela, não para ajudar mas sim rouba os documento da mulher e, por serem idênticas, pegar a vida alheia para ela - afinal, a mulher era policial, tinha um namorado que muitos matariam para ter e um apartamento luxuoso DEMAIS!

Ao longo do primeiro episódio fica bem claro que estamos tratando de clones, e com o tempo Sarah vai descobrindo que existem muito mais dela, e ela cria laços com as que encontra para tentarem descobrir por que tudo isso tá acontecendo. É revelação atrás de revelação feito uma novela mexicana antiga e é igualmente viciante.

- Se você gosta de temporadas curtas e superpoderes:

Misfits é um seriado sobre cinco pessoas que limpam a cidade para suas sentenças penitenciárias se tornarem mais curtas. Em um belo dia de trabalho acontece uma tempestade de raios que atinge o grupo e invés de todos morrerem eles ganham superpoderes, e quando o monitor deles fica louco e tenta os matar eles percebem que outras pessoas também ganharam habilidades.

Desde invisibilidade a controlar leite e roubar poderes alheios através de sexo, o seriado joga os elementos mais aleatórios dentro de seu liquidificador e cria histórias e enredos cativantes e engraçadíssimos, como matar pessoas ressuscitadas com tacos de baseball. O programa não se leva a sério e nem espera que os outros o levem a sério, o que o torna loucura pura da melhor qualidade.

O elenco muda durante os anos, com atores saindo por encontrarem projetos maiores, outros interesses ou sendo presos por racismo. O seriado já acabou há anos, mas todas as temporadas foram adicionar recentemente e são tão curtas que podem ser assistidas inteiras em um fim de semana só.

Tanto Orphan Black quanto Misfits nos mostram formas novas de abordar conceitos antigos, o que tem se tornado cada vez uma necessidade maior dentro de um meio televisivo onde a cada ano surgem mais seriados iguais que pertencem aos anos 90 invés do agora e utilizam fórmulas antigas que deram certo no passado.