Conheça 10 livros que já foram proibidos em algum lugar do mundo

Livros
por: Mônica da Cruz
Data: 05/06/2016 | 19:00

Você acreditaria se eu falasse que alguns livros já foram proibidos em alguns países? Não? Pois é, mas isso, de fato, ocorreu. Há quem vá dizer que 'tudo o que é proibido é mais gostoso'. Bom, se formos pensar assim, livros que entram no alvo da censura seriam uma leitura mais rica e prazerosa? Talvez.

Considerados má influência em sua época, por falarem de doenças, sexo, drogas e ir contra preceitos religiosos, alguns títulos foram retirados das livrarias ou banidos das escolas. Apesar disso, agora, eles viraram leituras super indicadas. 

Por isso, separamos uma lista com 10 livros que já foram proibidos, mas que, no entanto, agora são clássicos e todo mundo deveria ler (ao menos uma vez na vida, tá?). Confira:

1984- George Orwell:

O escritor é mestre em ser mal interpretado. Em 1948, quando foi lançado, o romance mais famoso do autor foi retirado das livrarias nos EUA por ser considerado pró-comunismo, enquanto, na Rússia comunista, o livro foi visto como uma obra anti-regime vigente. Enquanto isso, no resto do mundo, Orwell foi considerado um gênio ao mostrar um mundo distópico em que os cidadãos eram amplamente vigiados por seu governador.

A revolução dos bichos - George Orwell

Mais um dele! O escritor britânico mostrou a sua decepção com a antiga União Soviética de forma cômica no livro lançado em1945. Alguns anos depois, a obra do autor foi banida das bibliotecas na década de 60 e voltou a ser protestada em 1980, sob a acusação de ser pró-comunista. E a perseguição prossegue: em 2002, o livro foi retirado das escolas dos Emirados Árabes sob a acusação de conter elementos que vão contra os valores islâmicos e árabes.

Admirável mundo novo - Aldous Huxley:

O autor lançou em 1932 uma ficção científica passada em um hipotético futuro, onde as pessoas têm seus destinos definidos biologicamente: não há o conceito de família e o sexo é algo amplamente encorajado. Clássico ou não, este tipo de sinopse não agradou alguns pais dos Estados Unidos, que fizeram a publicação ser banida de bibliotecas municipais por 'dar a impressão de que o sexo promíscuo é legal'.

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll:

Os personagens absurdos e adoráveis do autor britânico Lewis Carroll, que chegaram às prateleiras das livrarias em 1865, estão no imaginário das crianças de todo o mundo, com exceção da China. Lá do outro lado do mundo, o livro do matemático que narra os encontros e diálogos da protagonista Alice com o coelho apressado, o gato de Cheshire, a lagarta fumante e todos os personagens fantásticos, foi banido por dar aos animais as mesmas qualidades que os homens e colocá-los no mesmo nível.

As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky:

Lançada em 1999, a obra do autor americano Stephen Chbosky, está há mais de cinco anos consecutivos na lista de livros que foram banidos ou protestados em bibliotecas americanas. O pecado de 'As vantagens de ser invisível' é tratar abertamente de sexualidade e drogas. Ainda assim, o título se tornou um best-seller e marcou a geração dos anos 90.

Harry Potter - J.K. Rowling:

A série de livros 'Harry Potter', publicados no ritmo de um por ano a partir de 1997, foi o maior fenômeno moderno da literatura entre os adolescentes - e até entre gente mais 'velha'. No total, os sete títulos de J.K. Rowling venderam 400 milhões de exemplares no mundo todo. Mas não é unanimidade a afeição pelo mundo mágico de Rowling: nos Emirados Árabes Unidos, a coleção foi censurada por, supostamente, incentivar a bruxaria. No ocidente, a história dos alunos de Hogwarts foi alvo de protestos de líderes religiosos do Brasil e nos Estados Unidos entrou na lista das obras que receberam vetos. 

Lolita - Vladimir Nabokov:

O russo Vladimir Nabokov não teve medo de ousar ao lançar o livro em1955. A história de um professor que se apaixona pela enteada, de apenas 12 anos, fez o clássico ser considerado, na época, uma obra obscena em países como França, Inglaterra, Argentina e Nova Zelândia. Ainda assim, ganhou duas adaptações cinematográficas. 

Jogos Vorazes - Suzanne Collins:

Os best-sellers de Suzanne Collins, lançados a partir de 2008, estão entre os desafetos de paises mais tradicionais dos Estados Unidos. A trilogia foi alvo de muitos protestos por conter elementos como violência, insensibilidade e linguagem ofensiva. Ignorando o coro dos descontentes, a paixão pela história de Katniss continua forte. 

O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger:

O hoje clássico de J.D. Salinger foi lançado em 1951 e se tornou o queridinho dos adolescentes. A história de Holden Caulfield, o garoto rebelde que foge do colégio interno para passar alguns dias fazendo o que bem entende em Nova Iorque, no entanto, não agradou tanto os pais e logo se tornou alvo de protestos. As acusações? Linguagem chula, prostituição e, supostamente, incitar a rebeldia. Algumas bibliotecas do interior dos Estados Unidos tiveram que retirar as cópias de 'O Apanhador no Campo de Centeio' de suas prateleiras. 

O Diário de Anne Frank - Anne Frank:

Em um diário mantido no esconderijo, Anne Frank, de apenas 13 anos, relata seu cotidiano, suas dúvidas e descobertas adolescentes enquanto tenta escapar, com a família e amigos, da perseguição nazista em Amsterdã, na Holanda. O documento, mesmo cheio de informações valiosas, e uma das retratações mais sensíveis e autênticas do sofrimento dos judeus perseguidos pelo Holocausto, não foi aprovado por todos. Teve gente que conseguiu implicar com o livro. O título está entre os livros protestados nos Estados Unidos por tratar de temas como sexualidade e homossexualidade.