Na Pilha!

Aqui tem arraiá, sô!

Da edição
por: Débora Kist
Data: 21/06/2018 | 10:43

Seja em um grande evento, uma quermesse de amigos ou um arraiá de escola, a festa junina faz parte da cultura brasileira. Tendo origem a partir de rituais de celebração das colheitas, a festa se mantém como manifestação da relação do homem com o campo, mas se transformando ao longo do tempo. Hoje em dia não estão mais associadas aos santos católicos, mas sim ao alimento e à música.

Em Venâncio Aires, alguns grupos seguem a tradição e realizam animadas festas juninas, como a turma do Arraiá Du Voli e do Colégio Gaspar. Cada um com a sua característica e organização, a missão é manter a realização da festa, a reunião de amigos e a alegria.

Com mudanças de acordo com a região que está inserida, as festas juninas têm suas peculiaridades. No Na Pilha! de hoje você vai conferir as propostas destes dois eventos.

'Arraiá DU VOLI' já é tradicional Venâncio Aires

O que começou como uma brincadeira para comemorar os aniversários de um grupo de amigas que joga vôlei, virou uma grande festa anual que reúne centenas de pessoas. Trata-se do 'Arraiá DU VOLI', que já vai para a 6ª edição. Ele é organizado por cerca de 12 mulheres que se reúnem toda quarta-feira para jogar no ginásio do Colégio Gaspar e que escolheram a festa com temática caipira para ser sua grande comemoração anual.

Segundo uma das organizadoras, Elise Etges, a festa reúne amigos e familiares da turma do vôlei e em 2017 chegou a cerca de 280 participantes. Para 2018, a expectativa é reunir 350 pessoas no Morada Velha do Parque do Chimarrão. O local, inclusive, costuma ser reservado com um ano de antecedência. Já as roupas e a decoração começam a ser vistas no mês de março. 'Gostamos de folia e a festa junina é especial pelo colorido, pela decoração', destaca Elise.

No Arraiá DU VOLI tem galinhada, saladas, sobremesa, quentão e outras bebidas, além de show musical. Para isso, cada participante colabora com R$ 45. A festa ocorre no próximo dia 7 de julho, um sábado, a partir das 20h.

Foto: Arquivo pessoal / Organizadoras do Arraiá DU VOLI
Organizadoras do Arraiá DU VOLI

Colégio Gaspar promove festa com temática gaúcha

Está certo que as festas juninas no Rio Grande do Sul não reúnem ou mobilizam multidões como no Nordeste brasileiro. Mas aqui no estado elas são mantidas por clubes e escolas, em que as comemorações geralmente remetem à tradição gaúcha. Assim, vestimentas caipiras dão lugar a vestidos de prenda para meninas e lenço e bombacha para meninos.

Seguindo essa linha, o Colégio Gaspar de Venâncio Aires também vai tratar a temática do gaúcho na sua festa junina. O evento está previsto para sexta, 22, a partir das 19h, no pátio da escola. Em caso de chuva, será no ginásio. Haverá a venda de pinhão, quentão, pipoca, cachorro-quente, pastel, água e refrigerante, além de brincadeiras relacionadas à festa e pescaria.

Diferente de outras instituições, o Gaspar não trata da temática do caipira, mas sim do gaúcho e optou por este formato desde 2015. Segundo o diretor Tiago Becker, após estudos eles chegaram à conclusão que a festas juninas estão ligadas à imagem da pessoa do campo que, no caso do Rio Grande do Sul, é representada pelo gaúcho.

Foto: Divulgação / Colégio GasparTemática gaúcha é trabalhada no Gaspar desde 2015
Temática gaúcha é trabalhada no Gaspar desde 2015

VOCÊ SABIA?

Fogueiras
As tradicionais fogueiras das Festas Juninas são herdadas das culturas greco-romanas e dos celtas. Esses povos cultuavam as fogueiras como forma de agradecimento aos deuses pelas boas colheitas. Essa prática também foi aderida no Brasil, fazendo com que esse item se tornasse mais um símbolo forte da festividade.

Bandeirolas
Conhecidas como o principal enfeite decorativo das festas juninas, as bandeirolas surgiram como forma de homenagem aos três santos conhecidos como 'padroeiros' das Festas Juninas: Santo Antônio, São Pedro e São João. As imagens dos santos eram pregadas nas bandeiras coloridas e imersas em água, rito conhecido como lavagem dos santos.

Casamento
O famoso casamento caipira surgiu como forma de chacota aos casamentos clássicos. A noiva aparece grávida e o pai obriga o noivo a se casar com uma espingarda apontada para a sua cabeça, tendo o apoio do delegado da cidade, que é amigo da família da noiva. O teatro do casamento é ainda maior, já que o noivo, que está embriagado, tenta fugir sem sucesso. O casamento caipira é finalizado com os noivos, então casados, puxando o início da quadrilha.

Fonte: Brasil Escola


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