A ascensão e queda de SMASH

No Controle
por: João Pedro Filippe
Data: 16/02/2016 | 10:30

Nesta época recheada de guilty pleasures em que vivemos, nada mais justo que lembrarmos do acidente de carro mais trágico dos últimos anos, não é? Não, não estou falando da Caitlyn Jenner dirigindo tão bem que acabou matando uma pessoa, estou falando de SMASH!

SMASH foi uma série musical detestada pelo mundo e amada pela internet que rodou nossas telas de 2011 a 2012. No elenco principal tínhamos Katherine McPhee, uma cantora que decidiu migrar para a televisão interpretando Karen, uma garçonete frustrada e aspirante a atriz tentando conseguir um trabalho melhor, e também Megan Hilty interpretando Ivy, nossa clássica loira destemida disposta a fazer tudo que for necessário para conseguir o que quer.

O enredo basicamente gira em torno de uma galera importante produzindo uma peça teatral e musical sobre a Marilyn Monroe, com as duas garotas que falei ali em cima brigando pra
conseguir o papel e muita intriga engraçada rolando entre os outros personagens. Falando neles, vamos os apresentar: Tem Eileen, a mulher durona e divorciada que tá ficando sem grana e não sabe o que fazer; Tom e Julia, os escritores que só terminam a peça na noite de estreiaDerek, o diretor exigente e tarado e vários outros personagens secundários. Parece batido, né? E é! Quer dizer, em partes. Isso que deixa tão bom.

A série começou de forma estrondosa, com críticos amando o primeiro episódio e pedindo por mais. Aí que quando a emissora seguiu rodando a temporada, ninguém aguentava mais, de tão catastrófica que foi a queda na qualidade (até a showrunner caiu fora). O BuzzFeed tem até uma lista com os 60 momentos mais toscos do primeiro ano. Só pra citar alguns: um número bollywoodiano divertidíssimo, as protagonistas fazendo as pazes depois de cantarem um dueto, uma personagem tendo um affair "secreto" em lugares públicos, e por aí vai.

SMASH pode ter errado em várias coisas, mas uma coisa que acertou em cheio foram suas músicas sentimentais, tocantes e performances incríveis, coisa que poucos programas da época e atuais conseguem fazer com sucesso. Katherine McPhee, Megan Hilty e Jeremy Jordan sustentaram excelentemente o pilar emocional da série durante os dois anos em que foi ao ar.

Quando o segundo ano começou com a inclusão de Jennifer Hudson para conseguir mais espectadores, adições mais jovens ao elenco, um novo musical, músicas mais pop e personagens agindo de forma que nem os Looney Tunes agiriam, a audiência caiu mais ainda, causando o cancelamento da série no final da temporada. Foi sem dúvida o ano mais confuso, mas nada pior que Glee, né? Vamos combinar.